Conferência de Investidores Mobiliza Recursos para o Plano Nacional de Investimentos do Sector Agrário 2013-2017 Versão para impressão

pnisa grupo fotoO Ministério da Agricultura realizou no dia 12 de Abril de 2013, em Maputo, a Conferência de Investidores para a apresentação do Plano Nacional de Investidores do Sector Agrário (PNISA), com vista à mobilização de recursos financeiros para a sua implementação.

 

A Conferência decorreu sob a orientação de Sua Excelência Armando Emílio Guebuza, Presidente da República de Moçambique e participaram cerca de 250 convidados entre membros do Governo, parceiros de cooperação e dedsenvolvimento, representantes de Organizações Internacionais, quadros do Ministério da Agricultura, de outros ministérios, convidados da sociedade civil, do sector privado e de outros sectores de actividade.

 

pnisa prSua Excelência, Armando Emílio Guebuza, Presidente da República de Moçambique, discursando no lançamento oficial do Programa Nacional de Investimento do Sector Público, destacou o compromisso estabelecido e na mobilização de financiamentos para a realização do plano, que resultou de um longo processo de debate e aprofundamento de relação e intra-relação para tornar a Revolução Verde em todas as dimensões uma realidade no país.

 

Segundo o Presidente da República, a Revolução Verde têm como meta, induzir a transformação da agricultura de subsistência para a agricultura comercial através das acções, tais como, a aplicação de tecnologias melhoradas e o papel do aumento da produtividade agrária.

 

Referiu, igualmente que o evento realiza-se numa altura em que muitos moçambicanos estão a recuperar-se das calamidades que assolaram os campos e produção, o gado e outros bens indispensáveis na sua actividade social e económica, tendo reiterado a solidariedade do Governo para com as vítimas e para com todos outros que foram afectados de forma directa e indirecta pelas cheias e inundações que assolaram parte do país no início do ano de 2013.

 

Mais adiante, o Presidente da República, reiterou que a agricultura é a base de desenvolvimento da nação moçambicana por isso tem estado no centro dos programas da governação e de desenvolvimento.

 

Por outro lado, referiu que a actividade agrária, constitui uma fonte de renda e base de segurança alimentar e nutricional para a maioria do povo moçambicano e abastece igualmente os mercados urbanos, o consumo e a indústria.

 

Entretanto, o peso da agricultura na economia de Moçambique, é sublinhado pelo facto de cerca de 88% dos agregados familiares praticarem esta actividade e emprega mais de 81% da população activa e em consequência disso o sector agrário contribui com cerca de 25% para o Produto Interno Bruto (PIB). Este facto, explica-se pelo seu papel transversal no desenvolvimento nacional e que esteja plasmado de forma cristalina na máquina governativa.pnisa membros

 

O Presidente da República, sublinhou ainda que a mais de uma década e meio, a agricultura tem sido um factor de crescimento económico graças aos produtores agrários apoiados com um dispositivo de políticas correctas, atempadas e sustentáveis, tendo se conseguido atingir a auto-suficiência nas culturas da mandioca e passou-se a exportar produtos agrários não tradicionais, tais com, a banana para a vizinha África do Sul, o açúcar para a Europa, bem como o feijão bóer e o gergelim para a Ásia.

 

Acrescentou ainda que o programa dos 7 milhões, introduzido no país é parte integrante dos resultados mencionados.

O Presidente da República, referiu também que as recentes descobertas dos recursos naturais como o gás e o carvão, vai a médio e longo prazos ter um grande impacto em diferentes sectores da economia moçambicana como demonstra um dos primeiros sinais na actualidade. Porém estas descobertas não poderão desfocar a atenção prestada ao sector agrário nem poderão confiscar a prioridade conferida ao melhoramento das tecnologias agrárias tendo em vista o aumento da produtividade agrária no contexto da luta contra a pobreza a agenda da actualidade do Governo de Moçambique. Deste modo a agricultura entra numa relação simbiótica com recursos naturais para assegurar a viabilização da sua exploração. Entretanto, a exploração destes mesmos recursos deve induzir ao crescimento da produção e naturalmente ao aumento da produtividade, gerando mercados sustentáveis e criando condições de financiamento bancário da actividade agrária e a geração e transferência das tecnologias agrárias.

 

Segundo, PR, é ao redor da agricultura que se desenvolvem outros sectores da economia nacional. Com efeito, cabe ao sector agrário providenciar a segurança alimentar e nutricional aos engenheiros e doutores, médicos e enfermeiros, aos produtores e monitores, bem como aos investidores e trabalhadores quer na indústria, quer nas outras áreas que se desenvolvem em razão e em apoio a existência da exploração do gás, do carvão e de outros recursos naturais.

Pretende-se no entanto continuar com essa complementaridade e simbiosidade entre a produção agrária e exploração de recursos minerais à extensão e largura do território. Reiterou que os sectores com responsabilidade no crescimento económico com uma média de 7% ao longo de uma década e meio e actualmente impulsionadas com os recursos naturais continuaram nas atenções do Governo de Moçambique.

O Governo de Moçambique aprovou em Maio de 2011 o Plano Estratégico de Desenvolvimento do Sector Agrário de modo a conferir maior visibilidade ao sector agrário na economia, com um horizonte temporal de 10 anos, que surge como um quadro orientador e instrumento harmonizador e mobilizador de sinergias para impulsionar o desenvolvimento agrário em respora ao desafio que se colocou aquando do lançamento da Estratégia da Revolução Verde e tendo em vista impulsionar a produtividade tendo em atenção a melhoria da competitividade e o crescimento do sector agrário através do aumento de uso de tecnologias melhoradas, disponibilidade e melhoria na gestão de recursos hídricos, prevenção e combate de pragas e doenças, bem como no desenvolvimento de variedades melhoradas para o aumento do rendimento das culturas com alto valor nutritivo entre outros produtos agrários.

Neste quadro irá se prosseguir com as acções condutoras, na melhoria da gestão e uso sustentável dos recursos naturais entre eles a terra, a água e as florestas e continuar a desenvolver acções tendo em vista fortalecer as instituições relevantes dos sectores público e privado e da sociedade civil e ainda melhorar a coordenação inter e intra-institucional.

 

A terminar, o Presidente da República, Armando Emílio Guebuza, endereçou um convite ao sector privado nacional e estrangeiro a continuar a investir no sector agrário provendo tecnologias, financiamento e serviços de extensão, bem como desenvolvimento de mercados e integração dos pequenos produtores, tendo estendido esta mensagem aos parceiros de cooperação pelo apoio multiforme que tem concedido ao País.