Vice-Ministro da Agricultura Visita Laboratório da Mosca em Manica Versão para impressão

lab01Entretanto, o Vice-Ministro da Agricultura congratulou os produtores pela paciência que estes demonstraram, bem como o envolvimento de todos os quadros que se dedicam na investigação embora os objectivos de cobrir todas as fruteiras que ainda não foram atingidas. Do lado da banana, já se pode dizer com muita satisfação que os resultados são encorajadores. O sector da manga ainda continua em análise cujos resultados ainda não foram concluídos havendo ensaios em curso para se identificar mecanismos de isentar a manga da praga.

 

 

 

Sua Excelência Vice-Ministro da Agricultura, António Limbau, visitou em Abril do ano em curso as infraestruturas do Laboratório da Mosca da fruta na sua fase final de implantação, com objectivo de se inteirar dos trabalhos desenvolvidos peloslab02 técnicos a trabalhar naquele local, tendo a explicação dada ao dirigente do MINAG, impressionado a delegação que o acompanhava.

De referir que o programa de construção deste empreendimento teve início em Janeiro de 2013, orçado em cerca de 6 milhões de meticais, financiado pelo Projecto de Desenvolvimento de Irrigação Sustentável-PROIRRI.

No final da visita, o Vice-Ministro da Agricultura, destacou o papel desempenhado pelos quadros, o Governo de Manica, a Direcção Provincial de Agricultura, Direcção Nacional dos Serviços de Veterinária e a Universidade Eduardo Mondlane, este último com o qual desde a notificação da praga, tem vindo a trabalhar em conjunto com o MINAG e os resultados, segundo o Vice-Ministros são notórios e positivos.

Fazendo uma retrospectiva, o ViceMinistro referiu que a primeira notificação da praga aconteceu na Província de Niassa, tendo no entanto iniciado o desenvolvimento de inimigos naturais que foram disseminados a partir da Província de Cabo Delgado e sucessivamente foram montados focos na Zona Centro, mais concretamente na Província de Manica, através do Laboratório da Mosca.

A par desta, foram também desenvolvidas acções para encontrar medidas de outros elementos que podiam mitigar a situação como é o caso do trabalho realizado na Zona de Concentração do Ananás no Disrito de Muxungue que resultou na liberalização da circulação desta fruta e depois foi desenvolvido um trabalho específico para a cultura da banana cujo o impacto foi muito forte devido a densidade dos níveis de produção da Província de Manica.

O trabalho consistiu num estudo de verificação se a praga tinha influência na fruta da banana ainda no estado verde cujos resultados foram satisfatórios ao concluir que a praga não causava nenhuma implicação sanitária, de realçar que as restrições começavam do vizinho Zimbabwe e mesmo internamente haviam situações de quarentena doméstica em relação a movimentação do produto duma região para a outra.

Actualmente a situação está melhorada, os produtores já podem levar a banana tanto para o Zimbabwe, Zona Sul do País entre outros lugares, tendo criado condições para o surgimento de alguns mercados preferenciais, podendo os produtores decidir para onde queiram colocar a sua produção.

Em relação ao equipamento previsto para o Laboratório, António Limbau referiu que todo equipamento já se encontrava no local e o mesmo que está a produzir os resultados que estão a ser divulgados, contudo, esta infraestrutura precisa de um apetrechamento em recursos humanos não obstante as qualidades por excelência do trabalho produzido daquele ponto.

O programa do MINAG é continuar a mobilizar mais técnicos para formar um batalhão mais forte de modo a responder não só o problema de Manica mas sim, do País em geral, tendo destacado que a área de sanidade vegetal é de extrema importância para o País.