Cerca de 250 milhões de Habitantes estão Desprovidos de Alimentos, Segundo Ministro da Agricultura, José Pacheco Versão para impressão

cplp pachecoSegundo Ministro José Pacheco, a razão do lançamento da campanha prende-se com a existência no seio da comunidade dos países da CPLP de cerca de 250 milhões de habitantes estarem desprovidos de alimentos, deste número, 28 milhões enfrentam a crise de fome crónica. Neste sentido, os Estados Membros não podem ficar indiferentes a esta situação, devendo no entanto procurar formas de agir tendo em conta o potencial agro-ecológico existente na comunidade o que testemunha haver condições para superar o défice.

Sua Excelência Ministro da Agricultura, José Pacheco, dirigindo-se aos participantes, começou por endereçar saudação especial ao Presidente da República de Moçambique, Armando Emílio Guebuza, na qualidade de Presidente em Exercício da Comunidade dos países da Língua Portuguesa – CPLP pela forma como tem dirigido os destinos do País e o seguimento da agenda de erradicação da pobreza que enfcplp convidadoserma na comunidade moçambicana e não só, ao eleger a segurança alimentar e nutricional como lema central da Presidência de Moçambique na Comunidade.

Por outro lado, os esforços empreendidos até ao momento na materialização dos propósitos que subsidiaram do desafio da erradicação da pobreza e da fome em prol do desenvolvimento económico e sustentável comvivem nas populações da comunidade da CPLP.

A saudação foi extensiva para o Promeiro-Ministro do Governo de Moçambique pela presença honrada no lançamento da campanha "Juntos contra a Fome" tendo afirmado que o gesto prova o compromisso do Governo da República de Moçambique para os desafios da segurança alimentar e nutricional.

 

Prosseguindo, o Ministro da Agricultura destacou a aprovação da Estratégia de Segurança Alimentar e Nutricional da CPLP, tendo congratulado o trabalho dos Estados membros e do Secretariado Executivo da organização desde a aprovação da estratégia que permitiu que seja lançado a iniciativa para a comunidade, tendo em vista a alcançar os objectivos desta campanha designada "Juntos contra a Fome" e na transformação dos agricultores de subsistência em agronegociantes até ao aumento da produção e da produtividade agrária.

 

Em conferência de imprensa, o Ministro da Agricultura, referiu que a presidência em exercício da CPLP escolheu o tema "Segurança Alimentar e Nutricional" tendo em vista os desafios da comunidade e da humanidade para combater a fome.

 

Segundo, Ministro da Agricultura o lançamento da campanha "Juntos contra a Fome" visa sensibilizar os membros da comunidade e da sociedade civil duma maneira geral a aderir ao movimento de luta contra a fome na comunidade cujo objectivo é de cada comunidade possa dar o seu contributo através de variadas formas para combater a fome na comunidade e no mundo.

 

Referiu ainda que, por ocasião da realização do Conselho de Ministros da CPLP em Maputo, proporcionou-se o momento impar para o lançamento da campanha "Juntos contra a Fome", tendo convidado todos os membros da comunidade da CPLP de forma individual e colectiva, a aderir a este grande movimento de luta contra a fome.

 

Respondendo a questões levantadas pelos profissionais de informação, sobre a situação de fome em Moçambique, José Pacheco, referiu que no caso de Moçambique, apesar dos esforços para reduzir de forma significativa, o aumento da população que enfrenta a fome, ainda persiste, cerca de 300 mil moçambicanos que enfrentam problemas de fome.

 

Noutro apontamento, o Ministro da Agricultura referiu que o País possui algumas experiências partilhadas nos países membros da comunidade que podem ser aplicados no caso de Moçambique, como são os esforços no sentido de transformar o pequeno agricultor predominantemente de subsistência num agronegociante, através do aumento da produção e produtividade agrária. Neste quadro, assegurou que há um empenho muito grande na geração de tecnologias típicas de cada país e região agro-ecologica e ainda alguns pacotes tecnológicos para grupos mais vulneráveis.

 

Outros mecanismos tem haver com a remediação dos custos de acesso aos recursos financeiros (dinheiro), tendo destacado o exercício que tem-se vindo a desenvolver para o fundo do sector agrário com a banca para aliviar o peso da taxa de juros ao produtor onde o sector tem estado a trabalhar com o sistema financeiro moçambicano em que em alguns bancos, cidadãos podem adquirir crédito a taxa de juros relativamente baixos.

Destacou também a transferência de pacotes tecnológicos com a adaptação de sucesso do Brasil, através da cooperação triangular com aquele país da America do Sul. Neste contexto foi recentemente aprovado uma linha de financiamento para diversos equipamentos para o trabalho agrícola, agro-processamento no valor de cerca de 100 milhões de dólares, cuja sua implementação vai ter lugar ainda no primeiro semestre de 2014, para potenciar e impulsionar o desenvolvimento da agricultura em Moçambique no âmbito da parceria bilateral e triangular entre Moçambique, Brasil e Japão.